Minha cidade, um espelho de vaidades!
Vejo um reflexo, torto, sujo, e doente da vida de minha cidade. Suas vias estão entupidas, corroídas pelos maus tratos, pela gordura acumulada, pela falta de atividades que poderiam realmente ajudar a cidade viver melhor.
É como se todas as drogas fossem permitidas, como se a alimentação fosse desregrada e não houvesse nenhum controle de ingestão de agentes maléficos a sua saúde, ou rota de evacuação.
Vejo soluções paliativas, plásticas, botox, "lipos". Mas parece que deixaram os instrumentos dentro do paciente e esqueceram de tirar os pontos. Tudo parece incompleto, feito de forma barata. Seus meio-fios, ruas, pontes, pavimentos, são todos parte dessa malha podre.
O pior é que existe gente com real vontade de consertar a cidade, mas a burocracia e interesses políticos corrompem essa vontade, impedem essa melhora, e fazem corpo mole nas administrações em troca de apoio do povo, medidas meramente populistas. As pessoas com vontade de melhorar passam horas, dias, meses, anos elaborando Planos Diretores, Códigos de Obra e Posturas. Pensam o que pode e deve ser feito para se obter uma melhora real na saúde da cidade, mas essas leis, normas, e posturas não valem para todos, apesar de serem para todos.
Existe uma fatia da sociedade que fica acima do bem e do mal. Justamente essa fatia que mais reclama do poder público, que mais exige respeito, mas também a que continua a jogar lixo nas valas, construir sem licença, nas encostas, no rios, nas áreas reservadas a expansão de rodovias, etc.
Por isso vejo esse reflexo feio.
Pouco a pouco com as próximas postagens vou construir um retrato mais detalhado dessa cidade doente e quem sabe chegar a conclusões positivas sobre como consertá-la.
Até meu próximo reflexo…
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